A educação e a igreja em terras do novo mundo.
A Companhia de Jesus, os Jesuítas, que em
terras brasileiras assumiram um caráter elitista e catequético, cumprindo a sua
função de controle e manutenção social. Trazendo em sua raiz um caráter de epistemicídio, uma vez que esta ordem religiosa, desenvolveu práticas educativas no Brasil colonial, carregada de
etnocentrismo, sufocou os saberes nativos relegando-os a segundo plano, na
tentativa de impor as crenças, os valores e a visão de mundo européias.
Devemos voltar o olhar para uma das contribuições da educação jesuítica na produção e
manutenção da dualidade na sociedade brasileira colonial, levando-nos a
considerar, que o ensino formal na colônia respondeu a interesses particulares,
cavando as bases de um sistema escolar que privilegiou – e ainda privilegia –
uma pequena parcela da população, colaborando acentuadamente para a
solidificação de uma estrutura social na qual o arco da desigualdade
possibilitou aprofundar o abismo entre os opressores e os oprimidos.
Desse modo, pretendemos problematizar como o
fazer educativo dos jesuítas contribuiu para reproduzir e consolidar o caráter
polarizado da sociedade brasileira colonial, alguns dos fatores que deram
contorno a uma dinâmica social tão injusta quanto excludente.
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