quarta-feira, 20 de março de 2013


A educação e a igreja em terras do novo mundo.
A Companhia de Jesus, os Jesuítas, que em terras brasileiras assumiram um caráter elitista e catequético, cumprindo a sua função de controle e manutenção social. Trazendo em sua raiz um caráter de epistemicídio, uma vez que esta ordem religiosa, desenvolveu práticas educativas  no Brasil colonial,  carregada de etnocentrismo, sufocou os saberes nativos relegando-os a segundo plano, na tentativa de impor as crenças, os valores e a visão de mundo européias.
 Devemos voltar o olhar para uma das contribuições da educação jesuítica na produção e manutenção da dualidade na sociedade brasileira colonial, levando-nos a considerar, que o ensino formal na colônia respondeu a interesses particulares, cavando as bases de um sistema escolar que privilegiou – e ainda privilegia – uma pequena parcela da população, colaborando acentuadamente para a solidificação de uma estrutura social na qual o arco da desigualdade possibilitou aprofundar o abismo entre os opressores e os oprimidos.
Desse modo, pretendemos problematizar como o fazer educativo dos jesuítas contribuiu para reproduzir e consolidar o caráter polarizado da sociedade brasileira colonial, alguns dos fatores que deram contorno a uma dinâmica social tão injusta quanto excludente.

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